- MTE-NR1-2026 — Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 1 — Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Redação do capítulo 1.5 vigente desde 26 maio 2026.
Texto normativo central. Inclui expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho entre os fatores ergonômicos abrangidos pelo GRO, reforça participação, critérios documentados, plano de ação, acompanhamento e revisão.
norma - MTE-PORTARIA-1419 — Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024. Aprova a nova redação do capítulo 1.5 e altera o Anexo I da NR-1.
Ato que aprovou a redação estudada. Deve ser lido com as atualizações, retificações e a página oficial da NR-1; um arquivo antigo ou apresentação de terceiros não substitui a versão vigente.
norma - MTE-PERGUNTAS-2026 — Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Perguntas e Respostas sobre o Capítulo 1.5 da NR-1 — GRO/PGR. Maio de 2026.
Orientação oficial dinâmica para dúvidas operacionais. Ajuda a interpretar o capítulo 1.5, mas não substitui o texto normativo nem elimina a necessidade de analisar a situação concreta.
manual - MTE-GUIA-2025 — Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Guia de informações sobre os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho. 2025.
Introdução oficial aos fatores relacionados à organização e às relações de trabalho. É ponto de partida, não lista fechada nem questionário obrigatório.
manual - MTE-MANUAL-2026 — Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Manual de interpretação e aplicação do capítulo 1.5 da NR-1: Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. 2026.
Manual oficial atualizado que articula identificação, avaliação, classificação, inventário, plano e acompanhamento, incluindo riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
manual - FUNDACENTRO-DIRETRIZES-2026 — Fundacentro. Diretrizes para aplicar a NR-1 com a inclusão dos riscos psicossociais: analisar a organização e gestão do trabalho para intervir. São Paulo: Fundacentro; 2026.
Publicação institucional que enfatiza trabalho real, relações de poder, participação efetiva e transformação de aspectos adoecedores, combatendo a individualização do problema.
diretriz - MTE-NR17 — Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 17 — Ergonomia. Texto vigente.
Estabelece parâmetros para adaptar condições de trabalho às características psicofisiológicas e organiza AEP/AET. Na NR-1 vigente, as condições de trabalho devem ser consideradas nos termos da NR-17.
norma - MULLER-AMARAL-2025 — Muller MM, Amaral FG. Proposta de sistemática de integração da ergonomia na gestão de riscos ocupacionais das organizações por meio da avaliação ergonômica preliminar. Revista da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho. 2025;9(1).
Propõe um roteiro de integração da AEP ao GRO validado por especialistas. É um modelo técnico útil, não a única metodologia aceita nem substituto do exame do trabalho real.
estudo - ISO-45003-2021 — International Organization for Standardization. ISO 45003:2021 — Occupational health and safety management: psychological health and safety at work.
Diretrizes internacionais para inserir riscos psicossociais em sistemas de gestão de SST. A norma está sob revisão sistemática em 2026 e não substitui os requisitos legais brasileiros.
diretriz - WHO-WORK-2022 — World Health Organization. WHO guidelines on mental health at work. Geneva: WHO; 2022.
Diretriz baseada em revisão da evidência sobre intervenções organizacionais, formação, apoio, retorno ao trabalho e inclusão. Não autoriza usar treinamento individual como substituto de prevenção na fonte.
diretriz - WHO-ILO-2022 — World Health Organization; International Labour Organization. Mental health at work: policy brief. Geneva: WHO/ILO; 2022.
Marco de políticas que combina prevenção de riscos, proteção, promoção, apoio e participação de trabalhadores e suas representações.
diretriz - ILO-PSYCHOSOCIAL — International Labour Organization. Psychosocial risks and mental health at work. Geneva: ILO.
Fonte institucional sobre perigos ligados ao conteúdo, organização, gestão e relações de trabalho e sua inserção na segurança e saúde ocupacional.
diretriz - ILO-C190 — International Labour Organization. Violence and Harassment Convention, 2019 (No. 190) and Recommendation No. 206.
Referencial internacional sobre um mundo do trabalho livre de violência e assédio. Deve ser articulado à legislação brasileira aplicável e aos fluxos internos e externos de proteção.
norma - BRASIL-LGPD — Brasil. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.
Base para finalidade, adequação, necessidade, segurança e tratamento de dados pessoais. Informações de saúde são sensíveis e pedem governança reforçada.
norma - CFP-ETICA — Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Resolução CFP nº 010/2005.
Sustenta competência, responsabilidade, dignidade, sigilo e análise crítica das relações de poder. Veda uso da Psicologia para discriminar, coagir ou legitimar seleção de pessoas supostamente mais resistentes.
norma - KARASEK-1979 — Karasek RA Jr. Job demands, job decision latitude, and mental strain: implications for job redesign. Administrative Science Quarterly. 1979;24(2):285-308. doi:10.2307/2392498.
Modelo demanda–controle: combina exigências psicológicas e latitude decisória para pensar tensão e redesenho do trabalho. É lente teórica, não fórmula de causalidade individual.
estudo - JOHNSON-HALL-1988 — Johnson JV, Hall EM. Job strain, work place social support, and cardiovascular disease. American Journal of Public Health. 1988;78(10):1336-1342. PMID: 3421392.
Amplia o modelo demanda–controle ao incorporar apoio social. O estudo é observacional e não demonstra que apoio compense cargas ou falta de autonomia em qualquer contexto.
estudo - SIEGRIST-1996 — Siegrist J. Adverse health effects of high-effort/low-reward conditions. Journal of Occupational Health Psychology. 1996;1(1):27-41. PMID: 9547031.
Modelo esforço–recompensa, útil para examinar reciprocidade, reconhecimento, estabilidade e perspectivas. Recompensa não se reduz a salário e o modelo não é checklist legal.
estudo - DEMEROUTI-2001 — Demerouti E, Bakker AB, Nachreiner F, Schaufeli WB. The job demands-resources model of burnout. Journal of Applied Psychology. 2001;86(3):499-512. PMID: 11419809.
Distingue demandas que consomem recursos e recursos que apoiam objetivos, aprendizagem e proteção. Uma mesma demanda pode variar em intensidade e consequência conforme tarefa e contexto.
estudo - BAKKER-DEMEROUTI-2017 — Bakker AB, Demerouti E. Job Demands–Resources Theory: taking stock and looking forward. Journal of Occupational Health Psychology. 2017;22(3):273-285. PMID: 27732008.
Revisão da teoria Demandas–Recursos, com processos de desgaste e motivação. Não deve ser usada para chamar toda demanda de risco nem todo recurso de controle suficiente.
revisao - BURR-COPSOQ-2019 — Burr H, Berthelsen H, Moncada S, et al. The Third Version of the Copenhagen Psychosocial Questionnaire. Safety and Health at Work. 2019;10(4):482-503. PMID: 31890332.
Descreve o COPSOQ III e seu desenvolvimento internacional. Um instrumento depende de versão adequada, população, modo de aplicação e interpretação; escore não substitui identificação do perigo nem análise ergonômica.
instrumento - DOLLARD-BAKKER-2011 — Dollard MF, Bakker AB. Psychosocial safety climate as a precursor to conducive work environments, psychological health problems, and employee engagement. Journal of Occupational and Organizational Psychology. 2010;83(3):579-599. doi:10.1348/096317909X470690.
Formula o clima de segurança psicossocial como percepção compartilhada de prioridade organizacional à saúde psicológica. O construto não deve virar selo de cultura ou diagnóstico por pesquisa única.
estudo - DOLLARD-BULLYING-2011 — Law R, Dollard MF, Tuckey MR, Dormann C. Psychosocial safety climate as a lead indicator of workplace bullying and harassment, job resources, psychological health and employee engagement. Accident Analysis & Prevention. 2011;43(5):1782-1793. PMID: 21658506.
Estudo multinível relaciona clima de segurança psicossocial, demandas, recursos, assédio e saúde. Amostra e desenho limitam inferência universal; ainda assim, reforça a relevância da governança.
estudo - STANSFELD-CANDY-2006 — Stansfeld S, Candy B. Psychosocial work environment and mental health: a meta-analytic review. Scandinavian Journal of Work, Environment & Health. 2006;32(6):443-462. PMID: 17173201.
Meta-análise prospectiva apoia associações entre alta demanda/baixo controle, alto esforço/baixa recompensa e transtornos mentais comuns. Associação não identifica automaticamente causa em uma pessoa ou empresa.
revisao - THEORELL-2015 — Theorell T, Hammarström A, Aronsson G, et al. A systematic review including meta-analysis of work environment and depressive symptoms. BMC Public Health. 2015;15:738. PMID: 26232123.
Revisão de fatores de ambiente de trabalho e sintomas depressivos. Heterogeneidade de medidas, vieses e desenho impedem usar um fator isolado como diagnóstico causal.
revisao - HARVEY-2017 — Harvey SB, Modini M, Joyce S, et al. Can work make you mentally ill? A systematic meta-review of work-related risk factors for common mental health problems. Occupational and Environmental Medicine. 2017;74(4):301-310. PMID: 28108676.
Meta-revisão integra evidência para diferentes exposições relacionadas ao trabalho. A qualidade e definição das exposições variam; o curso usa os achados como apoio à hipótese e prevenção, não como prova automática de nexo.
revisao - ARONSSON-2017 — Aronsson G, Theorell T, Grape T, et al. A systematic review including meta-analysis of work environment and burnout symptoms. BMC Public Health. 2017;17:264. PMID: 28302088.
Síntese sobre ambiente de trabalho e sintomas de burnout. As associações variam por dimensão e método; burnout não deve ser usado como sinônimo de qualquer sofrimento ou como desfecho único do GRO.
revisao - VIRTANEN-2018 — Virtanen M, Jokela M, Madsen IEH, et al. Long working hours and depressive symptoms: systematic review and meta-analysis. Scandinavian Journal of Work, Environment & Health. 2018;44(3):239-250. PMID: 29423526.
Meta-análise prospectiva encontrou associação pequena e heterogênea entre jornadas longas e sintomas depressivos, com diferenças regionais. Jornada é exposição a analisar, não explicação isolada.
revisao - NIELSEN-EINARSEN-2012 — Nielsen MB, Einarsen S. Outcomes of exposure to workplace bullying: a meta-analytic review. Work & Stress. 2012;26(4):309-332. doi:10.1080/02678373.2012.734709.
Meta-análise associa exposição a bullying a desfechos de saúde e trabalho. Autorrelato e heterogeneidade exigem cautela, mas não justificam tratar violência como conflito comum ou problema de resiliência.
revisao - LAMONTAGNE-2014 — LaMontagne AD, Martin A, Page KM, et al. Workplace mental health: developing an integrated intervention approach. BMC Psychiatry. 2014;14:131. PMID: 24884425.
Propõe integrar prevenção de danos, promoção dos aspectos positivos e manejo de condições de saúde. O modelo ajuda a evitar falsas escolhas entre mudar o trabalho e apoiar a pessoa.
ensaio - STRATTON-2022 — Stratton E, Lampit A, Choi I, et al. Trends in effectiveness of organizational eHealth interventions in addressing employee mental health: systematic review and meta-analysis. Journal of Medical Internet Research. 2022;24:e37776. PMID: 36166285.
Intervenções digitais tiveram efeitos médios pequenos em sintomas. Aplicativo pode apoiar, mas não corrige desenho, carga, violência, jornada ou falta de controle.
revisao - SAKURAYA-2026 — Sakuraya A, et al. Effects of participatory organizational interventions on mental health and work performance: a systematic review and meta-analysis. Journal of Occupational Health. 2026.
Síntese recente de intervenções organizacionais participativas em ensaios por conglomerados. Efeitos e implementação variam; participação precisa ter influência real e recursos para mudança.
revisao